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TEMPLO ZOJOJI – TOKYO

Olá queridos,
Fiquei muito feliz com os comentários deixados no último post. Vocês me deram uma aula de geografia nipônica! Muitos lugares que citaram, precisei digitar no Google para saber onde era. Omedeto e arigato porque pude aprender também.
Agora vamos ao post da semana! Já devem saber que aqui é o país dos templos né. Cada esquina tem um! Lógico que são pequenos, comparados aos demais que já vi.
 
Próximo à Tokyo Tower, fica o Zojoji Templo (増上寺), o principal templo budista da Jodo Shu (Seita da Terra Pura). O templo foi construído no ano 1393. No início do século 17, tornou-se o templo da família Tokugawa, um dos shoguns do Japão. A maioria dos edifícios do Zojoji são reconstruções recentes, exceto o portão principal de entrada, o Sangedatsumon, que sobreviveu aos incêndios, terremotos e aos ataques aéreos da Segunda Guerra Mundial.  
O Sangedatsumon, portão principal do Zojoji foi construído em 1622. Essa estrutura de madeira mede 21 metros de altura, 28,7 metros de largura e 17,6 metros de profundidade. No nível superior estão consagradas as imagens de Shakyamuni Budda, Samantadbhra e bodhisattvas Manjusri e dos dezesseis discípulos de Buda.
Daimon, portão original
O Daiden é o salão principal. Reconstruído em 1974, combina a arquitetura de um templo budista tradicional com um estilo moderno. Em seu interior, existe uma grande imagem de Buda Amida. À sua direita está uma réplica do Grande Mestre Shan-tao (quem aperfeiçoou o Jodo na China) e à esquerda Honen Shonin (fundador da Jodo Shu no Japão).
 
Atrás do Jojoji fica o Mausoléu da família Tokugawa, com seis túmulos dos shoguns Tokugawa e suas respectivas esposas, incluindo a princesa Kazunomiya (esposa de Shogun lemochi). O local, fechado ao público, é aberto somente em ocasiões especiais. Mesmo assim, muitos japoneses param em frente ao portão para realizar suas orações.
Agora, o que mais me chamou a atenção foi uma fileira imensa, que vai do inicio até o final do local, com várias estátuas de pedra em formato de crianças. Essas estátuas representam crianças falecidas (natimortos, abortados ou mesmo àquelas que não conseguiram chegar até o final da gestação). Me contaram que quando uma mãe perde seu bebê, ela “adota” uma dessas estátuas para cuidar como se fosse sua criança. Então, os pais a decoram com roupas, lenços vermelhos, gorros infantis, deixam brinquedos e presentes para Jizo, o guardião das crianças não nascidas. 
Arigato e bai bai como dizem os japonese!
Thais Fioruci 

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